24 de fev de 2014

Onde estão os negros?

ANA FRANCISCA PONZIO
"Sinto muito se eu esperava ver negros na universidade. Nunca mais farei essa pergunta."
Com essa frase irônica e dita em tom mal-humorado, Steve McQueen despediu-se da turma de alunos do departamento de artes da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) que, em um dia de abril de 2001, compareceu a um encontro com o artista plástico britânico, que acabava de inaugurar uma exposição no MAM-SP (Museu de Arte de São Paulo).
Na época, aos 31 anos, antes de se tornar o diretor de três longas que ampliaram a difusão de seu nome --o mais recente, "12 Anos de Escravidão", concorre a nove Oscars no domingo que vem--, ele não parecia nada animado com a agenda de compromissos daquela estada na cidade.

Diante dos alunos da Faap, sempre com ar provocador, indagou por que não havia negros naquela plateia universitária e em outras situações, como o vernissage de sua exposição, ocorrido na véspera.

Ao deixar clara sua decepção com o elitismo que vinha presenciando, McQueen desencadeou um clima de desconforto. A maioria dos estudantes reagiu com um "não é bem assim". Alguém disse que ali era a faculdade mais cara do país e que, antes de tirar conclusões, ele deveria procurar conhecer melhor o Brasil, visitar diferentes regiões e se deparar com a multiplicidade cultural do país.

"Vocês estão muito defensivos, parece que pisei em algo sensível. Não estou agitando bandeiras, mas, desde que aqui cheguei, percebo que as pessoas não ficam à vontade quando toco nesse assunto. É como se certas questões, no Brasil, estivessem deixadas de lado, tornando-se invisíveis", disse.

14 de fev de 2014

O FERERJ está de volta

O blog do FERERJ está voltando, e desejamos a todos um excelente retorno.

E para a primeira postagem do ano, trazemos aqui o link de artigo muito interessante, que aborda a os impactos que os estudos étnico-raciais estão produzindo na educação básica, vale a pena ler.

Os estudos étnico-raciais e os impactos na Educação básica