19 de jun de 2012

A EDUCAÇÃO DOS HERÓIS

José do Patrocínio, André Rebouças e Teodoro Sampaio provaram que estudar é um dos principais caminhos para a igualdade racial


José do Patrocínio, André Rebouças e Teodoro Sampaio. Esses nomes estão nas placas de ruas em muitas cidades brasileiras - mas pouca gente que passa por esses endereços faz idéia de que se trata de heróis negros. Os dois primeiros, entre várias outras conquistas, foram peças-chave na queda da escravidão. O terceiro foi um dos maiores engenheiros da história do país, além de geógrafo, historiador e político. A história da vida dos três prova que a educação é o caminho mais eficiente e rápido para a igualdade.



Capítulo 01: José do Patrocínio (1853-1905)
ILUSTRAÇÕES: ÉLCIO TORRESJosé Carlos do Patrocínio nasceu em Campos, no estado do Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1853. Era filho natural do padre João Carlos Monteiro, orador sacro de grande fama na capela imperial, membro da maçonaria, vereador e deputado de sua cidade. Sua mãe era Justina Maria do Espírito Santo, uma dos 92 escravos do padre João Carlos. Aos 14 anos, depois de passar pela educação primária, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como servente de pedreiro na Santa Casa de Misericórdia para pagar o próprio estudo. Formou-se em Farmácia. Mas sua verdadeira vocação estava no jornalismo. Em 1875 começou a escrever no jornal satírico Os Ferrões e trabalhou nas publicações mais importantes do país. Em 1881, com dinheiro emprestado de seu sogro, comprou o jornal Gazeta da Tarde, começando nele a batalha do abolicionismo. Em maio de 1883, fundou a Confederação Abolicionista e redigiu seu manifesto, assinado também por André Rebouças e Aristides Lobo. Por intermédio da Confederação, promovia debates públicos sobre o fim da escravidão, além de apoiar fugas de escravos. Casou-se com Maria Henriqueta de Sena, companheira de toda a vida. Teve um filho, também jornalista, José Carlos Patrocínio Filho. Zeca, como era conhecido, escreveu o primeiro roteiro de cinema do Brasil. José do Patrocínio morreu de tuberculose no dia 30 de janeiro de 1905, aos 51 anos de idade.

Para saber mais
• Carvalho, Maria Alice Rezende de. O quinto século: André Rebouças e a construção do Brasil, Revan, 1998.
• Oliveira, Eduardo (org). Quem é quem na negritude brasileira. São Paulo, Congresso nacional, 1998.
• Lopes, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo, Selo Negro, 2004.

Retirado do site: http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/97/artigo16405-1.asp


Um comentário:

  1. Gostei do blog, e acrescento que nosso país tem uma dívida muito extensa, como os nossos povos irmãos afros. Hoje o cenário de exclusão destes cidadãos na sociedade tem sido bem menor, e esperamos sinceramente que iniciativas como esta venha ser implementada, não só no setor público, mas nos diversos espaços sociais.
    Parabéns a todos.

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